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O Vinho Chora

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Você sabia que o vinho chora?

Você alguma vez percebeu que depois de versar o vinho e girar a taça, na sua parede se formam uns filetes lindos e misteriosos que escorrem…

Esses filetes são chamados lágrimas do vinho, também conhecidos como arcos, pernas, arcadas, abóbodas…

Mas porque se formam esses arcos na parede da taça?

Porque as lágrimas escorrem mais ou menos lentas?

Este fenômeno é estreitamente ligado ao álcool, que por ser muito volátil, suas moléculas evaporam mais rapidamente do que as moléculas de água.

A camada que fica em volta da taça apresenta uma menor concentração alcoólica que o restante do vinho, consequentemente menor aderência. Por esse motivo as moléculas de água que estão nessa camada tendem a se unir, formando as gotículas, que escorrem com a força da gravidade, e basta somente um pouco de imaginação para dizer que, de fato, o vinho chora.

Esse é o conhecido “efeito Marangoni”, chamado assim em homenagem ao físico italiano que explicou o efeito dos líquidos e suas tensões superficiais. (Carlo Marangoni – 1840 -1925). Essa explicação, além de centenária, é a única comprovada cientificamente.

Quanto maior o teor de álcool, mais numerosos, densos e juntos serão os arcos, mais abundantes serão as lágrimas, e mais lentas elas escorrerão.

E lembre-se:

icone uva cinza Quanto mais altos e largos, os arcos que se formam na taça, os vinhos serão alcoólicos, mas não são encorpados.

icone uva cinzaQuanto mais altos e estreitos, os arcos que se formam na taça, os vinhos serão ainda mais alcoólicos com uma bela estrutura e consistentes, ou seja, encorpados. (Amarone, Barolo e Brunello di Montalcino, se comportam exatamente assim).

A grande certeza é que se o vinho chora, só pode ser de felicidade!

Assista ao vídeo para entender como se formam as lágrimas do vinho!

4 comentários sobre “O Vinho Chora

    1. Iaponira Diniz Autor da Postagem

      Oi Gecilda,

      Obrigado pelo seu comentário!
      Nos amantes do vinho estamos sempre querendo desvendar os mistério dessa bebida dos deuses.

      Grande abraço,
      Iaponira & Massimiliano

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